Arte, ecologia, workshops, múltiplas pistas
Boom é central nesta transformação, mas não está sozinho. Festivais europeus, australianos, brasileiros e sul-africanos funcionam como pontos de circulação de artistas, tecnologias, estéticas e modelos de organização.
A internet muda a descoberta: fóruns, MySpace, download stores e vídeo online substituem gradualmente a loja e o flyer. A escala aumenta ao mesmo tempo que muitos arquivos locais desaparecem.
Nós da rede
Tecnologia em circulação
O festival como cidade
O Boom documenta ele próprio a data que interessa aqui: o Liminal Village, o seu centro de conhecimento com conferências, oficinas, filmes e debates, foi lançado em 2002 — ou seja, a transformação do festival em ambiente completo começa antes desta década e é nela que se consolida.[01]
A escala que o festival atinge está estudada academicamente, incluindo os números de bilheteira das edições recentes. É a passagem de um alinhamento para uma cidade temporária, com arquitectura, arte e programa próprio.[02]
O que não sabemos: os prémios ambientais frequentemente atribuídos ao Boom nesta década circulam sem fonte primária acessível. Preferimos não os listar até os podermos confirmar na organização que os atribui.[01]