EBM, acid, new beat, industrial
A assinatura inicial veio tanto da seleção como da produção. Faixas feitas noutros contextos eram reeditadas para a pista de Goa; a ausência de letras, a repetição e os timbres sintéticos permitiam sets longos e hipnóticos.
As ligações com Londres, Alemanha, Israel e Japão transformaram uma prática local numa rede. Os viajantes levavam cassetes para casa, começavam festas e regressavam com música nova.
Nós da rede
Tecnologia em circulação
O que está documentado
A âncora académica desta fase é o DJ francês Laurent, activo entre 1984 e 1993, descrito a tocar electronic body music e new beat. É a confirmação de que o repertório da pista, antes do género existir, vinha de discos feitos para outros contextos.[01]
A mudança técnica que a literatura contemporânea regista é o DAT a substituir o vinil como suporte preferido da cena, por durabilidade e portabilidade. Um DJ que viaja com fitas mestre pode levar edições que não existem em disco nenhum.[02]
O que não sabemos, e não vamos inventar: nenhuma fonte publicada nomeia as faixas concretas que se tocavam em Goa entre 1988 e 1991, nem data a chegada específica do TB-303 ou do TR-909 a esta cena. As listas de equipamento que circulam na internet não têm fonte.[02]